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MOTIVAÇÃO NA SALA DE AULA - Os cinturões

por cunha ribeiro, Terça-feira, 24.11.15

 


 


Comme la plupart d’entre nous, j’ai toujours préféré valoriser les bons comportements, plutôt que stigmatiser les mauvais. Du coup, j’ai adapté plusieurs systèmes de ceintures existant sur internet, à un usage qui me convient, et à mes élèves aussi, je crois. Pour résumer, voici le principe global :

Plus j’assume mes devoirs, plus j’ai de droits au sein de la classe. Je prouve ainsi que je suis capable de respecter les droits imprescriptibles et ceux discutés ensemble, et que l’on peut me faire confiance.

Ce principe vise à faire comprendre aux enfants qu’au sein de l’école, ainsi que dans la société, les droits ne se dissocient pas des devoirs. Les droits ne sont pas acquis par défaut mais sont garantis par le respect et le maintien de ses devoirs. De cette manière, aucune sanction c’est arbitraire ou subjective : il n’y a pas d’injustice, chaque manquement à la règle doit être assumé, puisque les règles justement sont connues de tous.

Pour mettre en place ce système, voici l’affichage qui se trouve au fond de ma classe :

  

 


Je vais partir de la rentrée pour expliquer le fonctionnement : au début de l’année, chaque enfant est ceinture blanche par défaut. Tout au long de la semaine, suivant le respect des règles de la classe et de l’école, l’enfant aura ou non un bâton sur sa fiche de comportement. Par exemple, prenons un élève imaginaire, Arthur, qui a oublié son agenda mardi, a trop bavardé jeudi et s’est moqué d’un camarade vendredi. Il aura, à la fin de la semaine 3 bâtons sur sa grille. Il pourra donc passer ceinture orange, car cette ceinture peut être obtenue si l’ont a 3 bâtons maximum. Jenna, elle, a eu quatre bâtons : elle reste ceinture blanche. Maxime n’a eu aucun bâton, il passe également à la ceinture supérieure, la orange.

Un des aspects auquel je tiens, et la manière de progresser de ceinture en ceinture. En effet, en partant de la ceinture blanche, il faudra 4 semaines pour atteindre la ceinture rouge, si l’on respecte le nombre de bâton maximum à avoir pour passer aux ceintures supérieures. En effet, gagner la confiance d’une personne est long et doit être mérité. Dans ma classe, on ne peut donc pas passer de la ceinture blanche à la ceinture bleue directement, même si l’on a eu qu’un bâton. Il faut d’abord avoir été ceinture orange, puis ceinture verte. Par contre, si l’on est ceinture rouge et qu’on a quatre bâton dans la semaine, alors on redescend à la ceinture blanche, et il faudra de nouveau 4 semaines de progression pour atteindre à nouveau la ceinture maximum.

Ce système a bien été compris par mes élèves : c’est long de prouver qu’on peut nous faire confiance, mais c’est très rapide de faire perdre la confiance à quelqu’un ; et après, il faut de nouveau travailler à prouver qu’on peut nous faire confiance à nouveau.

Concernant la grille de comportement, elle est collée au fond du cahier de liaison, et je la complète quotidiennement, dès qu’un manquement à la règle est signalé. La voici, pour exemple :

  

 


Pour l’instant, mes élèves ont bien accroché à ce système et sont plutôt bien disciplinés. Une chose que l’on me demande souvent, c’est de savoir si ce n’est pas trop laborieux de compléter la fiche de ceinture au jour le jour ; et bien à vrai dire, pas du tout ! Un élève n’a pas son équerre depuis plusieurs jours, hop, il sort de lui même son cahier de liaison et ça me prend 2 seconde de faire une barre dans la ligne « j’ai mon matériel ». Je ne perds pas de temps en leçon de morale, les élèves savent pourquoi ils prennent un bâton et basta, on passe à autre chose.

J’ai deux élèves pour qui ces ceintures ne semblent pas faire d’effet. Malgré le fait qu’ils envient ceux qui ont des ceintures supérieures (les jeux sur ordi, ça motive !), les devoirs ne sont jamais fait, et c’est pas moins de 4 bâtons mis sur la dernière semaine à ces élèves (devoirs non écrits bien entendu…). Du coup, j’ai fini par leur donner une punition bête et méchante, comme je déteste faire, à savoir une feuille recto-verso à copier « je fais mes devoirs » et à faire signer par les parents… Bon ben le lendemain, les devoirs étaient faits. Mais jusqu’à quand ? Il faudra que je trouve une autre manière pour motiver ces deux-là.

Au contraire, j’ai des élèves qui n’ont jamais quitté la ceinture rouge à partir du moment où ils l’ont obtenue. Du coup, ils m’ont demandé d’inventer une ceinture supérieure, la ceinture des ceintures, la ceinture noire. Pour l’obtenir, il faudra rester 3 semaines d’affilée à la ceinture rouge. Cette ceinture donnera droit à tirer un privilège dans une boite à privilège (une fois par semaine ? une fois par jour ? Je n’ai pas encore décidé). Les privilèges ont été décidé ensemble, chaque élève a fait une proposition de quelque chose qu’il aimerait avoir le droit de faire, et j’ai validé ou non les demandes. En gros, j’acceptais tout à partir du moment où ce n’était pas contre les règles que moi je me dois de respecter (laisser des élèves seuls dans la classe alors que je ne suis pas là, ou bien leur laisser décider du programme en arts visuels). Maintenant, je vais devoir créer ces papiers ainsi que la boite pendant les vacances.

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por cunha ribeiro às 10:40

Número de psicólogos nas escolas vai ser reforçado

por cunha ribeiro, Terça-feira, 24.11.15

Objectivo é ter um técnico por cada 1100 alunos. Actualmente este rácio é, em muitos casos, de um para dois mil.

 

Até 2020, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) vai gastar cerca de 30 milhões de euros, provenientes de fundos comunitários, "na contratação, formação e aquisição de materiais no âmbito do trabalho dos psicólogos em contexto escolar, o que permitirá atingir o objectivo de um psicólogo por cada 1100 alunos”, confirmou nesta sábado a tutela num comunicado enviado às redacções.

 

Este propósito já tinha sido anunciado na sexta-feira pelo subdirector geral da Educação, Paulo Cunha, em declarações à Lusa à margem do Seminário de Psicologia e Orientação Escolar, que está a decorrer em Lisboa. De acordo com dados da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), existem actualmente cerca de 775 psicólogos para um milhão e duzentos mil alunos, havendo casos em que há apenas um psicólogo para 2000 alunos.

Na nota enviada neste sábado o MEC especifica que a contratação de mais psicólogos e aquisição de materiais para o seu trabalho nas escolas será feita no âmbito do Programa Operacional Capital Humano (POCH), que é alimentado por fundos comunitários.

O MEC anunciou também que, nesse sentido, será assinado esta tarde um protocolo com a Ordem dos Psicólogos, para que ajude o ministério a identificar os materiais mais adequados ao trabalho destes profissionais em contexto escolar.

Segundo o protocolo, que será assinado no final do seminário, a Ordem dos Psicólogos prestará ainda consultadoria e apoio no âmbito das acções de formação a realizar pela Direcção-Geral de Educação, que passam a ser certificadas pela OPP. À Ordem caberá definir os profissionais que são necessários nas escolas, os conteúdos e a formação.

O trabalho dos psicólogos nas escolas passará também a ter supervisão, referiu Pedro Cunha à Lusa. A DGE, por seu lado, compromete-se também a colaborar com a OPP na disponibilização de estágios de acesso à ordem.

Também está prevista a criação de uma plataforma que registe as intervenções realizadas ao longo do acompanhamento do aluno, à semelhança do que acontece no Serviço Nacional de Saúde.

No ano lectivo passado, o MEC anunciou que contratou 214 psicólogos para prestarem serviço nas escolas em 2014/2015, justificando que este número resultou de uma avaliação das necessidades feita pela Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares às necessidades do sistema. Com este reforço, o ministério indicou que 71% das escolas ou agrupamentos passam a ter um ou mais técnicos de psicologia ao seu serviço, a tempo inteiro (contra 64% no ano lectivo 2013/14).

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por cunha ribeiro às 10:19

Faltas por doença - Substituição por dias de férias

por cunha ribeiro, Terça-feira, 24.11.15

 

A legislação em vigor [artigo 15.º da Lei n.º 35/2014, de 20 de junho] prevê a perda da totalidade da remuneração nos primeiros 3 dias de falta por doença.

Contudo, a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LGTFP), anexa à referida Lei n.º 35/2014, prevê, no seu artigo 135.º n.º 4, que,

“Nos casos em que as faltas determinem perda de remuneração, as ausências podem ser substituídas, se o trabalhador assim o preferir, por dias de férias, na proporção de um dia de férias por cada dia de falta, desde que seja salvaguardado o gozo efetivo de 20 dias de férias ou da correspondente proporção, se se tratar do ano de admissão, mediante comunicação expressa do trabalhador ao empregador público”.

Assim, devem os professores requerer ao Diretor esta possibilidade prevista na legislação:

 - Requerimentos para solicitar a substituição: antes do desconto  | depois do desconto (formato word)

Mais se informa que, exceto para garantir o limite mínimo de 20 dias de gozo efetivo de férias imposto pelo n.º 4 do artigo 135.º da LGTFP, não há qualquer justificação para tentar impor a conversão de apenas um dia e não de 2 ou 3. Aparentemente, tal limitação que alguns diretores tentam impor advirá da aplicação do limite que o n.º 1 do artigo 102.º do ECD impõe no caso de faltas por conta do período de férias: “um dia útil por mês, por conta do período de férias, até ao limite de sete dias úteis por ano”.

Ora, estamos perante coisas diferentes, pois enquanto o artigo 102.º do ECD regula, especificamente para os docentes, as faltas por conta do período de férias, o artigo 135.º n.º 4 da LGTFP regula, para todos os trabalhadores da Administração Pública, a possibilidade de conversão de um efeito, a perda total de remuneração, de algumas faltas que são justificadas por doença. Por este motivo, não pode, de forma alguma, um limite aplicável às primeiras ser imposto também a estas últimas.

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por cunha ribeiro às 09:18