Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



calendário

Outubro 2015

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

ESCOLA SECUNDÁRIA JOSÉ RÉGIO

escola 6

calendário

Outubro 2015

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031


JOSÉ RÉGIO

poeta regio
e-mailJose Regio, imagem e poema
regio, 5

SLIDESHOW


Pesquisar

 

LINKES PARA

O SITE DA BIBLIOTECA DA ESJRVC biblioteca, escola j regio E DO JORNAL DA ESJR jornal ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE: estatuto, link

SALA DE RECURSOS - CLIQUE NA FIGURA ABAIXO

fundo branco pequeno



...

LEGISLAÇÃO? CLIQUE NESTA IMAGEM
site abc legislativo.jpg 3


Sobre o Período Experimental

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 23.10.15

 

 

» Legislação

» Artigos 45º a 51º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho 

 

 

DGAEP 

. Em que consiste o período experimental?

O período experimental é o período inicial da prestação de trabalho dos trabalhadores com vínculo de contrato em funções públicas e nomeação e destina-se a comprovar se o trabalhador possui as aptidões indispensáveis para o posto de trabalho. 

 

 

. Quais são as modalidades de período experimental e como se distinguem?

O n.º 2 do artigo 45.º da LTFP distingue duas modalidades de período experimental:

- o período experimental do vínculo; e

- o período experimental da função.

O período experimental do vínculo respeita ao período inicial de execução do vínculo de emprego público; o período experimental da função respeita ao período inicial de execução do contrato em nova função por parte de trabalhador que já é titular de um vínculo de emprego público por tempo indeterminado.

Assim, a diferença entre estas duas modalidades baseia-se apenas na circunstância de o trabalhador já ter, ou não, um vínculo de emprego público por tempo indeterminado. 

 

 

. Quais os efeitos da conclusão com sucesso do período experimental?

Não existem quaisquer efeitos no que respeita ao exercício de funções. No que respeita ao vínculo de emprego público, o trabalhador deixa de estar sujeito às regras específicas que regulam o período experimental e passa a estar sujeito às regras gerais, designadamente no que se refere à cessação do vínculo de emprego público. 

 

 

. Quais os efeitos da conclusão sem sucesso do período experimental em qualquer das suas modalidades?

A diferença de efeitos decorre da modalidade de período experimental em causa: no caso do período experimental do vínculo, porque o trabalhador não é titular de um outro vínculo de emprego público por tempo indeterminado, cessam imediatamente os efeitos do vínculo, sem direito a qualquer indemnização ou compensação; no caso do período experimental de função, o trabalhador regressa à situação jurídico-funcional que detinha anteriormente. 

 

 

. O período experimental aplica-se a todas as modalidades de vínculo de emprego público?

Não. O período experimental aplica-se aos vínculos de emprego público de contrato em funções públicas e nomeação, quer constituídos por tempo indeterminado quer a termo, mas não se aplica à comissão de serviço.

 

. O tempo de serviço em período experimental é contado como tempo de serviço público?

Sim. O tempo de serviço é sempre contado como tempo de serviço público; e é contado na carreira e categoria em que tenha decorrido, no caso de ser concluído com sucesso. É contado na categoria a que o trabalhador regressa, se se tratar de período experimental de função, no caso de o período experimental ser concluído sem sucesso.

 

 

. O período experimental pode ser protelado ou suspenso pelo exercício de um cargo dirigente em comissão de serviço?

Não. Para além de não existir previsão legal que sustente a suspensão, estão tipificadas no artigo 50.º da LTFP as situações que implicam a sua suspensão, a que acresce o facto de o período experimental ocorrer na sequência de um procedimento concursal que a própria lei qualifica de urgente.

 

 

. O período experimental é contínuo?

 Sim. Apenas não são tidos em conta para a contagem da sua duração os dias de falta, de licença e de dispensa, e ainda os de suspensão do vínculo. 

 

 

. O período experimental pode ser reduzido ou excluído?

A duração do período experimental prevista no artigo 49.º da LTFP pode ser reduzida por instrumento de regulamentação colectiva de trabalho; neste particular, mantém-se em vigor a cláusula 6.ª do Acordo Colectivo de Trabalho nº 1/2009, nos termos previstos no artigo 9.º da parte preambular da LTFP. O período experimental não pode, em caso algum, ser excluído.

 

 

. Quais as modalidades de vínculo de emprego público quanto à sua duração?

Quer o contrato de trabalho em funções públicas quer a nomeação podem ser por tempo indeterminado ou a termo resolutivo (contrato a termo resolutivo certo ou incerto e nomeação transitória).

Ao contrato a termo resolutivo aplicam-se as normas dos artigos 56.º e seguintes da LTFP e, se não forem incompatíveis com estas, as normas do Código do Trabalho.

À nomeação transitória aplicam-se, com as necessárias adaptações, as normas dos artigos 56.º e seguintes da LTFP e, se não forem incompatíveis com estas, as normas do Código do Trabalho

 

 

. Quando pode ser constituído um vínculo de emprego público transitório?

Apenas nas situações e condições previstas no artigo 57.º da LTFP

 

 

. Qual a forma de constituição do vínculo de emprego público transitório?

Aplicam-se as regras gerais quanto à forma do contrato por tempo indeterminado ou nomeação com duas especialidades; tem que ser indicado o motivo justificativo da aposição do termo e tem que ser indicada a data da cessação do contrato ou nomeação, quando o termo for certo.

 

 

. Pode ser constituído um vínculo de emprego público transitório para a substituição de um trabalhador?

Em geral, sim; no entanto, não pode ser substituído por vínculo de emprego público a termo o trabalhador colocado em situação de requalificação. 

 

 . A um vínculo de emprego público a termo pode suceder imediatamente a constituição de um outro vínculo de emprego público a termo para o mesmo posto de trabalho?

Não. Essa constituição só pode acontecer depois de decorrido um terço do tempo de duração do vínculo anterior, incluindo as renovações, salvo em dois casos: nova ausência do mesmo trabalhador, quando o vínculo tenha sido constituído para assegurar a sua substituição e acréscimo excecional de trabalho após a cessação do vínculo transitório. 

 

 . Qual a duração do vínculo transitório?

No caso de termo certo, a duração máxima é de três anos, incluindo renovações, nem ser renovado mais de duas vezes, salvo se o vínculo for constituído com fundamento na necessidade urgente de funcionamento do serviço, caso em que não pode exceder um ano, incluindo renovações; no caso de vínculo a termo incerto, o vínculo dura até à extinção da causa que justificou a sua constituição (artigo 60.º da LTFP).

Se o vínculo for constituído por período inferior a 6 meses só pode ser renovado uma vez, e por período não superior ao inicial (artigo 62.º da LTFP). 

 

 . O vínculo a termo pode converter-se em vínculo por tempo indeterminado?

Não, em caso algum. O vínculo a termo deve ser constituído de acordo com as normas legais aplicáveis nos artigos 56.º e seguintes da LTFP, designadamente quanto aos pressupostos e termo, sob pena de nulidade e responsabilidade civil, disciplinar e financeira dos dirigentes que os tenham celebrado. 

 

. O trabalhador que seja ou tenha sido titular de vínculo transitório beneficia de alguma preferência no recrutamento de trabalhadores por tempo indeterminado?

Sim. Se durante a vigência do vínculo transitório ou até 90 dias após o seu termo for aberto no serviço procedimento concursal para a ocupação por tempo indeterminado de posto de trabalho idêntico, e o trabalhador reunir as condições legais para se candidatar, goza de preferência na lista de ordenação final, em caso de igualdade de classificação (artigo 66.º da) LTFP

 

 

ACEDA AO SITE "ABC LEGISLATIVO" - LEGISLAÇÃO DE A a Z, CLICANDO NESTA IMAGEM:
site abc legislativo.jpg 3

CLIQUE NA IMAGEM, E ACEDA AO SITE DA ESCOLA SECUNDÁRIA JOSÉ RÉGIO
site da escola jregiovc, com legenda, ultimo

PARA ACEDER AO "CENTRO DE RECURSOS"
fundo branco pequeno

Autoria e outros dados (tags, etc)

por cunha ribeiro às 09:00

EM MINA OPINIÃO, A MEIA JORNADA DE TRABALHO DEVE APLICAR-SE AOS DOCENTES, COMO É ÓBVIO

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 15.10.15

Meia jornada de trabalho… aplica-se aos docentes?

Porque hoje ando a fazer a ronda pelos sindicatos… vou gostar da ler a resposta…

 

A FNE enviou ao secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar um pedido de esclarecimento relativo aos termos em que deverá ser aplicada a meia jornada de trabalho. Uma situação que decorre da recente alteração da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas e que veio introduzir a possibilidade de concessão da meia jornada aos funcionários públicos.

A FNE saúda esta medida mas reconhece que a aplicação da mesma tem levantado algumas dúvidas junto do pessoal docente.

Existem algumas questões específicas que decorrem da natureza das funções docentes que a FNE entende serem importantes e que necessitam de clarificação por parte do Ministério da Educação e Ciência antes de serem solicitados pedidos nesse sentido e que são as seguintes:

  • A redução do horário de trabalho deverá ser efetuada quer na componente letiva quer na componente não letiva, proporcionalmente, e sem pôr em causa o direito dos docentes à componente individual de trabalho;
  • A contagem integral do tempo de serviço deverá servir para todos os efeitos legais (antiguidade, aposentação, progressão na carreira e concursos do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário), tendo em conta o direito fundamental que se pretende proteger, que é o da conciliação da atividade profissional com a vida familiar, o qual tem dimensão constitucional e tendo em conta os critérios já apertados para a aplicação do mecanismo em causa.

Face ao exposto a FNE solicitou que seja emitida uma nota informativa sobre esta matéria que clarifique a aplicação da meia jornada ao pessoal docente e que permita que a aplicação deste mecanismo decorra de uma forma normal e com a defesa integral dos direitos dos docentes.

 

ACEDA AO SITE "ABC LEGISLATIVO" - LEGISLAÇÃO DE A a Z, CLICANDO NESTA IMAGEM:
site abc legislativo.jpg 3

CLIQUE NA IMAGEM, E ACEDA AO SITE DA ESCOLA SECUNDÁRIA JOSÉ RÉGIO
site da escola jregiovc, com legenda, ultimo

PARA ACEDER AO "CENTRO DE RECURSOS"
fundo branco pequeno

Autoria e outros dados (tags, etc)

por cunha ribeiro às 09:16

10 – O que pode ser distribuído aos docentes para completamento da componente letiva (insuficiência de tempos letivos)? (Desp. 10-A/2015)

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 05.10.15

 

  • substituições temporárias
  • lecionação de grupos de homogeneidade
  • reforço da carga curricular
  • atividades de apoio
  • coadjuvação
ACEDA AO SITE "ABC LEGISLATIVO" - LEGISLAÇÃO DE A a Z, CLICANDO NESTA IMAGEM:
site abc legislativo.jpg 3

CLIQUE NA IMAGEM, E ACEDA AO SITE DA ESCOLA SECUNDÁRIA JOSÉ RÉGIO
site da escola jregiovc, com legenda, ultimo

PARA ACEDER AO "CENTRO DE RECURSOS"
fundo branco pequeno

Autoria e outros dados (tags, etc)

por cunha ribeiro às 11:18

UMA NOVA VISÃO DA EDUCAÇÃO DOS FILHOS

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 01.10.15

Os pais autoritários estão de volta!

Uma entrevista ao pediatra Aldo Naouri, que é uma pedrada no charco daqueles que colocam as crianças num pedestal tão alto, tão alto, que quando dão por ela já não lhe conseguem por a mão…pais autoritarios

Os pais autoritários estão de volta!

Confesso que ia um bocado amedrontada. Afinal, ia entrevistar um dos homens responsáveis por um dos maiores escândalos educativos das últimas décadas, o homem que defendera a urgência do regresso ao poder dos pais contra os todo-poderosos filhos.

Acusado de tudo, de fascista para baixo, o pediatra líbio-francês Aldo Naouri diz que os pais se demitiram do seu papel de educadores e em vez disso se dedicam a satisfazer a criança, com o único desejo de se fazerem amar. Diz que confundimos frustração com privação. Diz que transmitimos à criança que não só pode ter tudo como tem direito a tudo, içando-a ao topo do edifício familiar, onde ela nunca esteve e onde nunca deveria estar. Diz que um filho hoje não é criado para se tornar ele próprio, mas para gratificar e servir o narcisismo dos pais. Diz que estamos perante uma epidemia que encoraja os pais a seduzirem as crianças, tornando-as assim em seres obsessivos, inseguros, amorfos e emocionalmente ineptos, que não sabem gerir as suas pulsões e são incapazes de encontrar o seu lugar no mundo.

Em resumo, esperava alguém mais parecido com o Deus do Velho Testamento, que me recebesse com raios e coriscos, ou pelo menos uma praga de gafanhotos. Em vez disso, recebeu-me com um sorriso só equivalente ao sol de Lisboa, agarrou-me na mão, perguntou-me por que é que não tinha filhos e assegurou-me que os homens são todos uns egoístas. “Portanto, madame, é só escolher um! São todos iguais!”

Por entre gargalhadas, falou-se de coisas muito sérias, como aquilo que andamos a fazer às crianças. Ora leiam.

– Então, nada de democracia para as crianças?

– Não. É fundamental que estejam numa relação vertical: os pais em cima, as crianças em baixo. Porque há uma diferença entre educar e criar. Criar é dar-lhe os cuidados básicos, dar-lhe banho, alimentá-lo, etc. É como criar galinhas. Educar é haver qualquer coisa que não existe e que é preciso formar. Por isso a criança não está nunca ao mesmo nível dos pais, não pode haver uma relação horizontal. Se quiser compreender o que se passa na cabeça de uma criança numa relação horizontal, imagine o seguinte: você está num avião, e o comandante vem sentar-se ao seu lado. Você pergunta, Mas quem é que está a guiar o avião? E ele diz, ‘Ah, é um passageiro da primeira fila que eu pus no meu lugar.’ A criança tem necessidade de alguém acima dela.

– As mães não se escandalizam com a mudança de hábitos que lhes aconselha?

– Nada disso. As mães estão petrificadas na sua angústia e precisam de se libertar. Eu digo, ‘mas não vale a pena angustiarem-se dessa maneira, ser mãe é muito mais simples do que vocês pensam’. Digo-lhes que não vale a pena viverem preocupadas porque a criança não come, não dorme, ou vai ter ciúmes do irmão. Dou-lhes conselhos básicos e fáceis de seguir e tento fazer com que simplifiquem a máximo as suas vidas. O que eu quero é que a criança seja para os pais uma fonte de prazer e felicidade, e não um foco de sofrimento e angústia, e para que isso aconteça, os pais têm de estar descontraídos.

– As nossas avós não viviam nessa angústia…

– Pois não. Mas viviam num mundo em que havia três tipos de ordem: Deus, Rei e pai. Esse tipo de ordem fazia com que existisse qualquer coisa que as transcendia. Hoje todo o tipo de transcendência desapareceu, e quem ficou no lugar de Deus? A criança. Às mães que põem o filho nesse altar, eu simplifico a tarefa: digo – Não se cansem dessa maneira. Não se preocupem assim. Ponham-se a vocês próprias em primeiro lugar. Claro que não é uma coisa que elas estejam habituadas a fazer, ou sequer a ouvir, mas não é por isso que não podemos dizer-lhes, e não é por isso que elas vão deixar de ser capazes de o fazer. Acredito que vão ser capazes, porque é urgente: a bem das crianças, e a bem delas próprias. É preciso fazer as coisas de maneira tranquila, porque a mãe perfeita não existe, o pai perfeito não existe, a criança perfeita não existe.

– Mas as mães hoje têm uma vida tão difícil, é normal que se culpabilizem

– Não é por trabalharem fora de casa que têm de se sentir culpadas. Peço às mães: lembrem-se do vosso primeiro amor. Quando não o viam durante três dias, morriam de saudades. Mas quando o voltavam a ver, assim que batiam os olhos nele era como se nunca se tivessem separado. Com as crianças, é exactamente igual. Quando tornam a encontrar a mãe, é como se ela nunca tivesse partido.

– Diz que os pais esqueceram o seu papel de educadores porque querem ser amados pelas crianças. Por que é que isto acontece?

– Como todas as crianças, tiveram conflitos com os pais. E como todas as crianças, amam-nos mas guardaram muitos ressentimentos. E não querem que os seus filhos tenham esse tipo de ressentimento em relação a eles. E pensam que a melhor maneira de o fazer é seduzir a criança para que ela o ame. O que é um enorme erro. Porque nesse momento, a relação vertical inverte-se. A hierarquia fica de pernas para o ar, e quando isso acontece, destruímos a crianças.

– O problema é que as pessoas confundem autoridade com violência. Autoridade é fazer-se obedecer, não é dar uma palmada, que o senhor aliás desaprova.

– Completamente! Não aprovo palmadas de que género for, nem na mão nem no rabo. Ter autoridade não é agredir a criança. Ter autoridade é dizer: ‘Quero isto’, e esperar ser obedecido. Quero que faças isto porque eu disse, e pronto. Autoridade é só isto, é assumir o seu dever. Não vale a pena ser violento, aliás porque a criança sente a autoridade. É quando o pai ou a mãe não está seguro do seu poder que a criança tenta ir mais longe. Quando há uma decisão que é assumida pelos pais, ela cumpre-a.

– Uma terapeuta de casal dizia que as pessoas hoje não têm falta de erotismo, dirigem-no é todo para as crianças…

– Sem dúvida. E é isso que é urgente mudar. O slogan ‘a criança acima de tudo’ deve ser substituído por ‘o casal acima de tudo’. A saúde física e psíquica das crianças fabrica-se na cama dos pais. Por que isso não acontece é que há tantos divórcios, e depois a vida torna-se muito mais complicada para a mãe, o pai e a criança. Se elas decidem privilegiar a relação de casal, estão a proteger a criança.

– Educou os seus filhos da forma que defende?

– Sim sim, eu eduquei os meus três filhos tranquilamente. A autoridade significa serenidade, não violência. Ainda hoje, que eles já são mais do que adultos, nos reunimos às vezes para jantar. E no outro dia, falámos sobre as viagens de carro que costumávamos fazer – sempre viajei muito com eles. Quando se portavam mal, eu virava-me para trás e dizia: – Olhem que eu páro o carro e deixo-vos a todos aqui na autoestrada! – Só há pouco tempo é que percebi que eles achavam que eu estava a falar a sério e que seria capaz de os abandonar na estrada! (ri). Tal é a força da autoridade. Mas isso não tem importância, o importante é que funcionava! (ri)

– Diz que o pai tem de ser egoísta mas também diz que uma das tragédias do mundo moderno é a ausência do pai… Qual é então o papel do pai, para lá de ser egoísta?

– Tem duas funções: a primeira é a de possibilitar à mãe o exercício da sua feminilidade. A segunda é a de se oferecer ao filho ou filha como um escudo contra a invasão da mãe. Porque de outra maneira, a mãe vai tecer à volta do seu filho um útero virtual, extensível até ao infinito. O pai não está presente como a mãe, mas é preciso que esteja presente.

– Mas hoje exige-se aos pais que façam uma data de coisas, que mudem fraldas, que ponham a arrotar, que ensinem karaté

– Não é preciso. Porque na cabeça das crianças tudo está muito claro: aquela que o filho ama acima de tudo é a mãe, que sempre respondeu às suas necessidades desde que estava na sua barriga. Se alguém lhe diz ‘não’, mesmo que seja a mãe, para ele a culpa é do pai. Ou quando muito, da não-mãe. No inconsciente de uma criança, o pai não existe. Só há a mãe. O pai tem de se construir, a bem das crianças e a bem da mãe delas.

– Antes de ler este livro não tinha consciência de que as crianças estavam tão perturbadas.

– Li um artigo recentemente do director do centro médico-pedagógico de Paris, que afirmava que em 2008 tinha recebido 394 novas famílias, e que a maior parte tinham problemas psicológicos. No fim da primária, 40% dos alunos ainda não dominam a língua, e isto é grave. E não porque tenham problemas físicos ou sejam burros: é porque não os sabemos educar. Mas é uma tarefa difícil, porque mesmo as instâncias governativas vão no sentido de seduzir a criança. Porque as crianças vendem, são um produto que se compra e se compara. Todo o mundo vai no sentido de deixar a criança fazer o que quer, porque é mais fácil que ela não cresça. Mas o que vai acontecer é que essas crianças, se não travadas, vão crescer e fabricar sociedades absolutamente abomináveis, onde será cada um por si, onde não haverá solidariedade.

– Nem cientistas… É o senhor quem o diz…

– (ri). Apesar de tudo, estou optimista. As pessoas querem saber como podem mudar. Não sou o único a dizer estas coisas, mas digo-as de forma bruta. Tenho 40 anos de experiência com pais e crianças. E é muito fácil mudar, quando começamos a ver a lógica das coisas. Além disso, o que eu pretendo é simplificar a vida das pessoas. Não quero voltar àquilo que se fazia há um século. Não quero pais castradores.

– O que é um pai castrador?

– Não é um pai autoritário, é um pai fraco, intranquilo, desconfortável na sua pele e na sua posição. O que eu digo é, a sua posição como pai ou mãe está assegurada à partida. Só tem de exercê-la. Uma vez, apareceu-me uma mãe muito alarmada porque a filha não dormia. Aconselhei-a a dizer à criança, antes de dormir: ‘Podes dormir tranquila. Não preciso mais de ti hoje.’ E a criança dormiu a noite toda. Por isso eu digo no fim das consultas, a todas as crianças, tenham elas 1, 7 ou 14 anos, ‘Muito obrigado por me teres trazido os teus pais à consulta. Agora podes ficar descansado, eu ocupo-me deles.’

O QUE DEVEMOS FAZER…

Palavra de ordem: não compliquem.

Segundo Aldo Naouri, o esterilizador de biberões não faz sentido, nem desinfectar o mamilo.

– Os biberões devem lavar-se com água quente da torneira.

– As nádegas do bebé devem ser lavadas com água e sabão.

– A roupa do bebé pode ser enfiada na máquina como o resto da roupa de casa.

– Em todas as idades, devem tomar-se as refeições familiares em conjunto.

– Um adolescente pode ir vestido da maneira que bem-entender.

– Petiscar, no caso de um adolescente, não é de condenar, porque precisam de imensas calorias.

E O QUE NÃO DEVEMOS…

– Rituais antes de dormir, como a história ou a cantiga, é para irem à vida. Só servem para ritualizar o medo da criança. Deve-se mandar a criança para o quarto, e aí ela fará o que quiser com o seu tempo.

– Angustiar-nos com as horas de sono. É absolutamente necessário livrarmo-nos da obsessão do número de horas que eles dormem.

– Nunca, em circunstância alguma, se deve obrigar uma criança a comer.

– Biberão, chupeta e objectos de transição devem desaparecer antes do fim do segundo ano da criança.

– Bater nunca: nem na mão nem no rabo.

– Elogiar, só para coisas excepcionais.

– A criança não deve escolher a sua roupa.

– Uma ordem não tem de ser explicada, tem de ser executada. A explicação que é dada ao mesmo tempo que a ordem apaga a hierarquia. Se quiser explicar, só depois da ordem cumprida. A figura parental nunca, mas nunca, tem de se justificar perante o filho.

Para ler: ‘Educar os Filhos’, Aldo Naouri, Livros d’Hoje

 
ACEDA AO SITE "ABC LEGISLATIVO" - LEGISLAÇÃO DE A a Z, CLICANDO NESTA IMAGEM:
site abc legislativo.jpg 3

CLIQUE NA IMAGEM, E ACEDA AO SITE DA ESCOLA SECUNDÁRIA JOSÉ RÉGIO
site da escola jregiovc, com legenda, ultimo

PARA ACEDER AO "CENTRO DE RECURSOS"
fundo branco pequeno

Autoria e outros dados (tags, etc)

por cunha ribeiro às 08:51


...

LEGISLAÇÃO? CLIQUE NESTA IMAGEM
site abc legislativo.jpg 3



PROCURE A LEGISLAÇÃO POR ORDEM ALFABÉTICA CLICANDO NA SETA, QUE O DIRECIONA PARA O SITE " ABC LEGISLATIVO" DA ESJRVC

seta final A SEGUIR, OUTROS LINKS ÚTEIS:


IMAGENS DE VILA DO CONDE


AMIGOS


LINKES PARA

O SITE DA BIBLIOTECA DA ESJRVC biblioteca, escola j regio E DO JORNAL DA ESJR jornal ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE: estatuto, link

subscrever feeds