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Sucesso Escolar - Alguns Conselhos

por cunha ribeiro, Terça-feira, 07.10.14

O sucesso escolar é o objetivo. Todos queremos que os nossos filhos sejam bem-sucedidos na escola. No entanto, ao longo do seu percurso escolar, a maioria dos alunos depara-se com dificuldades, mesmo os bons alunos! Sim, este assunto não é exclusivo dos alunos que têm negativas nos testes ou problemas de comportamento. Neste livro falamos de dislexia, de erros de ortografia, na dificuldade nos cálculos matemáticos, na pouca atenção nas aulas, mas também na falta de motivação e confiança do aluno, na falta de organização, quando a relação aluno-professor não é a melhor, dos bloqueios que alguns alunos têm perante os testes, nas faltas ou na relação com os colegas. Para todos estes problemas de aprendizagem há uma solução. Que exige trabalho, esforço e dedicação, por parte de pais, alunos e educadores. Porque o sucesso está ao alcance de todos.   

- Espalhe espuma de barbear numa mesa e peça à criança que escreva sílabas ou palavras.

- Em vez de salientar que o seu aluno cometeu 14 erros, opte por realçar que acertou em 76 palavras

- Promova o diálogo com os seus filhos e alunos para que falem das suas emoções, do que sentem quando fracassam e ajude-os a superar essas dificuldades.

- Jogar o jogo da forca, procurar letras, sílabas e palavras em revistas, ou fazer rimas ajudam o seu filho a ultrapassar um problema de dislexia.

- Cantigas e lengalengas com números ou jogos de tabuleiro como o «monopólio» são essenciais para crianças com dificuldades na matemática.

- Uma criança hiperativa necessita de muito afeto, pelo que os pais são uma peça-chave na superação deste problema. Já o professor deve recorrer a determinadas estratégias, como atribuir à criança tarefas curtas ou trabalhar as matérias mais difíceis de manhã, quando a criança está mais concentrada;

- Elogiar os momentos em que uma criança com problemas de atenção consegue estar atenta, evitando chamar a sua atenção sempre que está desconcentrada, revela-se uma ótima mais-valia.

- Ensine ao seu filho uma técnica especial de respiração para evitar o stresse e a ansiedade nos testes.

 

FCR

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por cunha ribeiro às 15:00

Motivação e Sucesso Escolares

por cunha ribeiro, Terça-feira, 07.10.14
 
( Texto baseado numa história real)   
 
Ele tinha 16 anos e estava farto de ir à escola. Primeiro porque não percebia nada de nada. Matemática? « ax + b = 0 x = - b/a », era, para ele, chinês. E quanto à professora dessa disciplina, bem, essa estava longe do ser humano - parecia mais um "robot vestido de bata".  Português? o predicado para ele podia ser alguém, ou alguma coisa, e chegou-o a imaginá-lo amigo do complemento direto, por andarem tão juntos. Além disso, praticava a mais desconcertante desortografia sempre que o obrigavam a escrever uma frase. A sua média no ditado era quase sempre à volta de vinte ...erros. Quanto ao Inglês, odiava as palavras vocabulário  e gramática. às vezes concedia-lhe alguma atenção, pensando que um dia poderia ir à América (seu país de sonho..), ou entender melhor as canções inglesas que andavam sempre no top.  Mas logo se esquecia, e voltava ao marasmo. História, por vezes, tinha alguma graça, mas era Educação Física a sua disciplina favorita. Aí era um autêntico as. E foi assim, com este desempenho patético, que o João, de seu nome, teve de repetir o 6º e o 7º anos. Chamavam-no de repetente, designação que ora o incomodava, ora o "orgulhava", já verão porquê.

Chegara, entretanto, a idade da adolescência, aquela fase da nossa vida em que começamos a tentar afirmar-nos, sempre da pior maneira. E quando falhamos sucessivas vezes, a única saída, é a fuga (no caso dele impossível), o recolhimento em si próprio (nada o seu género), ou a afronta - uma questão de orgulho. Optou pela terceira via, juntando-se à pequena comunidade de "acéfala" que rezingava ao fundo da sala de aula e sacaneava os profs ao longo do dia. A "guerrilha anti-prof" passara a ser o seu modo de vida.

Depois, surgiu um milagre. E como surgiu o milagre? Várias causas, difíceis de separar,  estiveram na sua origem:

Primeiro: A advertência implacável que lhe fez o pai: "  João, vais fazer 16 anos daqui a três meses, acabas a escolaridade obrigatória, vais comigo pra Fábrica, pecebeste !?

Foi um choque daqueles!

Entretanto, a professora de matemática que tomou conta dos repetentes tinha um ar tão atraente, e juvenil, que ele ficou apanhado por ela.

Terá havido outras, mas já não se recorda bem. A verdade é que, em três meses, a metamorfose ocorreu. As explicações pacientes  e claras da jovem professora de matemática tornaram a álgebra facílima de perceber. As misteriosas equações (ax + b = 0 x = - b/a ) eram afinal "lana caprina". Bastava um pouco de concentração e ... pumba! Já estava. Pura magia!

Primeiro foi uma revelação; depois, um desafio. No primeiro grande teste a essa miraculosa reviravolta o resultado foi dezasseis, numa escala de vinte. A melhor nota da sua carreira... que lhe ficou na memória, pelo menos tão viva como o primeiro beijo que, por coincidência,  datava dessa altura. Mais: ele tinha ultrapassado o primeiro aluno da turma!

Ora se ele tinha conseguido ser o melhor, e isso lhe dera tanto prazer, por que razão não continuar?  Era só fixar objetivos e progredir. Depois recolher os benefícios - a parte boa: a excitação intelectual, a recompensa concreta das boas notas, o prazer de ser o melhor aluno da turma, e o adeus à ameaça paterna do trabalho na fábrica. O certo é que mesmo a "professora robot" o congratulara: " Então, joãozinho, que transformação?! Os meus parabéns!".

O joão ficou muito feliz e orgulhoso.

A seguir, vieram sucessivos triunfos: Sempre excelentes notas, no liceu e na faculdade, uma namorada fantástica,  muito orgulhosa dele, e uma licenciatura de alto nível.

Histórias assim, não são muito raras. Há alunos que redescobrem o prazer de estudar, como o João, através da ajuda de um professor especial; outros, mudando de área escolar; outros, ainda, retomando os estudos mais tarde. O que importa é perceber que estudar vale sempre a pena, pelo prazer pessoal de evoluir, e de projetar o eu em sociedade, valorizando-se e melhorando com isso a própria sociedade.

 

FCR

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por cunha ribeiro às 14:53

Português - 12º Ano - F. Pessoa

por cunha ribeiro, Terça-feira, 07.10.14

                                                                        

                                                                                                                                 

                                                                                                                             

 

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por cunha ribeiro às 14:47