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O que diz Belchior (sobre educação)

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 09.07.15

 A minha leitura sobre o que diz João Belchior sobre este tema:

 

"Basta"!

Pode ser uma das expressivas formas de educadores, professores ou pais se manifestarem quando os jovens “estão a passar das marcas”.

Mas as crianças não chegam simplesmente à adolescência e começam a precisar de regras.O trabalho tem de começar muito antes. Quando? As regras que vão nortear a educação dos nossos filhos são delineadas mesmo antes de sermos pais. Enquanto fomos alvo do nosso processo educativo. E num determinado momento se aflora a ideia: “Quando eu for pai ou mãe não vou fazer isto aos meus filhos.”

Também importante, será perceber que as crianças recebem educação em diversos contextos e de vários agentes. Onde se incluem tios, vizinhos, amigos dos pais…Com valores, formas de agir e regras “quase nunca semelhantes”. Somam-se os avós, que é boa gente, mas por vezes “ perturbam o processo educativo das nossas crianças”. Uns e outros vão assumindo mais ou menos importância durante a fase de crescimento. Toda a comunidade educa,  no entanto, continuamos a atribuir a responsabilidade aos clássicos pais e professores.

Ao chegar à adolescência, as tecnologias e os amigos e amigas assumem a liderança. A família e a escola perdem terreno. Os pares começam a servir de exemplo. Por isso, as dormidas em casa, os lanches, o estudo em comum com os amigos devem ser incentivados pelos pais. O objetivo é não perder de vista as amizades dos filhos. Boas ou más, é importante ter as companhias por perto, saber com quem andam, para os podermos orientar.

Lidar com adolescentes obriga os educadores a colocar muitos assuntos na mesa para discussão. É muito importante colocarmo-nos no lugar deles. E perceber quais os valores que estão ali em causa. Entender primeiro, para depois atender, e/ou socorrer. E pelo meio comunicar, com afeto e razão. O que é dito hoje deve ser o mesmo que amanhã. Se não for, deve explicar-se porque se mudou de posição, esclarece o psicólogo.

Voltando aos afetos. A nossa atenção às emoções é tão importante quanto por vezes esquecida. Mas não há quem nos ensine a sentir. Antes, a gerir emoções, a estar triste ou deprimido. Justificações como “o mal dele/dela é mimo” não existem. Não devemos confundir afetividade com falta de regras: Podemos ser afetivos e exigentes, mas sê-lo com os nossos adolescentes e connosco.

Fronteiras e limites
Uma estrada sem linhas brancas é difícil de conduzir. Com esta imagem é fácil perceber a utilidade de estabelecer fronteiras. “Estamos mais seguros como pais se soubermos que as crianças e os adolescentes cumprem os limites. O que não significa que, num caso ou no outro devam ser impostos. É fundamental que as regras sejam construídas em comum ( em casa, ou na escola) e que todos as conheçam. Assim, quando o seu cumprimento estiver ameaçado, todos podem contribuir para a sua defesa.
Quem educa adolescentes sabe o quão difícil se torna qualquer posicionamento. Mais cedo ou mais tarde, haverá um pedido que vai pôr os adultos encostados à parede. Sair dessa zona de perigo requer uma dose de serenidade e bom senso. Nem dizer não "só porque sim", nem sim só porque é fácil.

A dificuldade de dizer sim ou não, acerca de qualquer assunto que afete os adolescentes, nunca pode impedir os educadores de decidir. Uma orientação positiva ou negativa terá sempre um determinado valor. Logo, não pode ser dada de forma caótica. Mas mais importante que o sim ou o não, é o processo que leva a essa tomada de posição.

Dizer não ou sim a qualquer pedido do adolescente quando o sim ou o não é decisivo no processo educativo deve ser uma atitude muito pensada. É importante que os adolescentes percebam que a tomada de decisão não é imediata. Há que ponderar. Pesar os prós e os contras. Alinhar as perspetivas do casal. Para que a resposta reúna consenso. No entanto, toda a discussão sobre a não concordância deve ser feita nos bastidores. Ou os pais serão instrumentalizados.

Porque temos de dizer não? A resposta não pode ser a óbvia. Porque sim. Mostrar autoridade. Ou pensar se não precisei, tu não vais precisar. São argumentos que também devem ser descartados. Seja como for, o não para ser dito, deve ser mesmo necessário. Há lutas que só geram desgaste. Se chegarem à conclusão que o não pode ser um sim, não receiem mudar a resposta. Claro que uma mudança de posição vai implicar sempre que se expliquem ao adolescente as razões do volte-face. Mas basta simplesmente admitir que uma reflexão sobre o tema os fez mudar de ideias.

Ações e reações

Os limites devem ser claros e discutidos em família. Se está em causa sair à noite. Os pais precisam de negociar as condições. Quantas vezes por semana? Até que horas? Com quem? Quanto dinheiro vais gastar? Devemos ser assertivos, ou seja sermos capazes de dizer o que queremos sem magoar o outro. Essa é a regra número um do diálogo com o adolescente. Evitar as indiretas, ou as meias-palavras, deve também ser sempre uma preocupação.

Voltemos à saída com os amigos. Se o adolescente não cumpre o estipulado deve haver sempre uma consequência: Não devemos fingir que aquilo não aconteceu. Que tipo de reação devem os pais ter? Depende dos pais, do adolescente e do meio. Acima de tudo, as consequências devem ser construídas em família e a penalização discutida com o adolescente. O castigo obriga a refletir sobre o comportamento. O objetivo é repor a justiça moral da transgressão.
De evitar são os castigos sem relação óbvia com a infração. Por exemplo, se o adolescente saiu com os amigos até altas horas da madrugada, não faz sentido ficar sem ver televisão. Mais apropriado será não sair com os amigos um ou dois fins de semana. Nem sempre o ajustamento entre crime e castigo é possível. O ideal é encontrar uma forma de repor a consequência da transgressão.

Outra questão importante é definir quem aplica e retira o castigo. A lógica é sempre a mesma. Tem de haver congruência. A vários níveis. Perante a mesma ação, toda a família deve castigar da mesma maneira. Entre o casal não pode haver dissonâncias. Ou seja, não pode um membro castigar e o outro deixar passar em branco. Por outro lado, é desaconselhável o perdão só porque a meio do período do castigo o adolescente, por exemplo, tirou uma boa nota. Ou fez uma boa ação. Assim, um bom comportamento não invalida um mau. Um 16 a Português não deve inocentar uma falta disciplinar. Do mesmo modo, o castigo não pode prescrever (isto é deixar passar o tempo sem ser aplicado). Tem de ser aplicado logo após a infração. Sob o risco de a sua eficácia ficar comprometida.

Mas atenção, seja qual for o castigo, os pais devem deixar claro que o afeto que sentem pelo adolescente é incondicional. Devemos transmitir o nosso desagrado. Dizer que estamos desiludidos com determinado comportamento. Mas nunca dizer: não gosto de ti! Até porque um repto destes, atirado no meio de uma discussão, pode levar o adolescente a “sentimentos perversos”. Algo do género: “Perdido por cem, perdido por mil”.

 

Quando se trata de educar crianças e jovens, há “ingredientes perfeitos para um mau resultado”. A falta de tempo dos pais, a excessiva proteção das crianças e a fuga ao traumático, são alguns deles.

A falta de tempo dá aos pais a terrível necessidade de compensarem as crianças com bens materiais. Parece senso comum, mas nunca é de mais repetir que é urgente travar esta forma de reparação. Dar prendas ao longo do ano por qualquer pretexto banaliza o ato de presentear. Pior: Vamos habituando as crianças na lógica de que a falta de afetos é compensada com coisas. A desculpa, muitas vezes usada pelos pais, de que passam com os filhos “pouco tempo, mas de qualidade” não cola: também é preciso quantidade de tempo junto deles.

Mais difícil é contrariar o clima de medo “de tudo e de todos” vivido em torno das crianças. Como exemplo do extremo da proteção e até “da paranoia”, revela um caso real passado nos EUA. Onde uns pais se viram na iminência de perder a guarda dos filhos. Tudo porque alguém reportou aos serviços sociais que as duas crianças estavam sozinhas na rua. A explicação do episódio não podia ser mais simples. Tinham treinado com os pais o percurso mais seguro entre a casa e a escola. Os irmãos estavam instruídos para comunicar, via mensagem de telemóvel, a chegada e saída da escola. Mas o imprevisto aconteceu quando pararam junto de um portão para fazer festas a um cão. E, com essa paragem, suscitaram a preocupação do dono que as julgou abandonadas.

 

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